Com atendimento multidisciplinar, projeto será levado a outras unidades da PM
Cerca de 90% da tropa – composta por 430 policiais – já foi avaliada. Os policiais foram submetidos a uma bateria de exames clínicos e laboratoriais. Nessa primeira avaliação global dos policiais já foi possível perceber os sinais mais frequentes: colesterol e triglicérides altos, sobrepeso, além de problemas osteomusculares (coluna e joelhos) – principal razão de afastamento de policiais do serviço no ano passado.
Do ponto de vista odontológico, o bruxismo (ranger dos dentes) é o caso mais comum entre os militares. – Quem foi detectado como população de risco está recebendo acompanhamento. Nosso objetivo é evitar doenças que possam afastar o policial do trabalho, melhorando também a desempenho do militar para, ao final de 30 anos de serviço, devolvê-lo nas melhores condições de saúde – afirmou o capitão Edgard Porto, médico do Bope.
Os policiais acima do peso, que passaram por avaliação na campanha “Bope na medida certa”, já estão seguindo novas orientações de alimentação e fazendo exercícios no batalhão.
– Já tem 35 policiais fazendo dieta e que serão reavaliados a cada 30 dias – disse o tenente William Correa, nutricionista da tropa.
O atendimento odontológico dos policiais está sendo realizado, provisoriamente, no Hospital da PM em Niterói, até que o Posto Médico Avançado seja construído no batalhão. O dentista da equipe, capitão Marcio Ribeiro, está responsável por outra importante tarefa.
– Estamos fazendo um mapeamento dente por dente de cada policial. O objetivo é possibilitar a identificação dos PMs. Essa análise é como se fosse um DNA do paciente – explicou o dentista.
Psicólogos de plantão atuam em treinamentos e consultas
Os policiais que necessitam de atendimento psicológico individual contam com duas profissionais no batalhão. No entanto, isso é raro de acontecer. O mais comum é as psicólogas atuarem em treinamentos gerais, desenvolvendo habilidades, ou específicos, como trabalhar a atenção de snipers (atiradores de elite), e capacidade de negociação, no caso dos policiais que atuam em situações com refém.
O problema mais comum é o estresse, que é necessário ao exercício da função de policial para que ele se mantenha alerta, mas que, em excesso, pode causar problemas de saúde.
– Nosso objetivo é desenvolver a capacidade de gerenciar risco e pressões de forma que isso não venha a repercutir negativamente na vida do policial, até mesmo na saúde física – afirmou a capitã Bianca Cirilo, psicóloga do Bope.
fonte gov-rj - Priscilla Souza
Nenhum comentário:
Postar um comentário